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Drogas: orientações valiosas para os pais

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O que os pais devem fazer quando descobrem que os filhos estão usando drogas? Milhares de pais já passaram por esta experiência. A primeira reação, na maioria das vezes, é falar com o filho. Mas a tendência é que ele minimize o problema. Diz que a maconha é de um amigo e que, ele próprio nunca experimentou. Ou, quando assume, garante que usou apenas algumas vezes e que pode parar quando quiser.

Em primeiro lugar, o que os pais devem fazer, num momento como esse, é buscar informação ou profissionais qualificados, que possam dar orientações sobre a maneira de conversar com filho. Para o orientador educacional Armando Tambelli Jr., “antes de abordar o jovem, é preciso que o casal faça uma revisão da própria vida, lembrando como foi sua própria adolescência, e que discuta exatamente o que vai ser feito. Se não houver consenso entre o pai e a mãe, não adianta; é melhor procurar alguém que o jovem respeite, como um parente ou amigo da família”.

É muito importante também avaliar tudo o que é falado sobre drogas em casa e quais os limites que foram impostos em relação a isso, pois o jovem vai ter sempre um argumento para justificar o uso. Por exemplo, é comum ouvirmos o jovem alegando _ pai, você não tem moral para me proibir, porque você foi desonesto em determinada situação, porque fuma cigarro, ou bebe sua cervejinha nos fins de semana. O pai não pode ter medo de usar sua autoridade.

Neste momento é muito difícil manter a calma, mas uma boa conversa, até sobre a perspectiva de vida – o que o adolescente espera do futuro –, pode ser mais eficaz do que o autoritarismo. Na verdade a perda da calma leva os pais a dar bronca, acusar, ameaçar, atitudes que apenas agravam a situação e provocam distanciamento entre pais e filho neste momento. Segundo o psicólogo Marcos Govoni, “quando há respeito e limites, o filho acaba largando as drogas sem maiores problemas. Já se os limites não foram colocados anteriormente, nunca é tarde para começar. Exemplo de limites é deixar de atender a todos os desejos do filho, pois a falta é o que dá movimento a vida.”

Também buscar atendimento psicológico para o filho é uma medida indicada, após este primeiro contato, considerando que não basta apenas proibir o uso, é preciso fazer o adolescente perceber que está prejudicando sua vida e resolver os conflitos que o levaram a buscar a droga.

Indicamos que os pais interessados procurem pelos CAPSad (centro de atenção psicossocial – álcool e outras drogas). São estruturas da área da saúde, mantidos pelo SUS, especializadas em dependência química. Nestes serviços tanto o adolescente como os pais poderão receber orientação e atendimento profissional. Consideramos ainda que observem se o profissional procurado, psicólogo, médico, inclusive psiquiatra é especialista em dependência química. Lembramos ainda que ao encaminhar o filho a um profissional, os pais necessitam estar dispostos a se envolver na terapia, pois é consenso da maioria dos profissionais que trabalham nesta área que a dependência química é apenas conseqüência de um ambiente em crise, o que significa que os pais podem precisar de ajuda tanto quanto o filho.

A partir desse ponto de vista é que foram fundados grupos de apoio para familiares de dependentes, como o Nar-Anon e o Amor Exigente(AE). No AE, são trabalhados aspectos como o distanciamento emocional, culpa e limites, com base na frase: “Nós te amamos, mas não concordamos com o que você está fazendo”.

 

Porque este apoio é necessário?

Os pais com filhos em estágio mais adiantado de uso costumam viver em função da dependência do filho, ou seja, o caos que domina o cotidiano de uma família por causa da droga costuma gerar o que os especialistas chamam de co-dependência: pais, filhos ou companheiros acabam desenvolvendo uma relação doentia com o usuário, os pais acabam tornando-se literalmente dependentes da dependência do filho. Cobrir cheque sem fundo e pagar dívidas de drogas com traficantes, são algumas atitudes que muitos pais e mães acabam tomando quando entram nesse processo patológico. Vale a pena lembrar que essas atitudes são em nome do amor e da proteção.

É para evitar a co-dependência que os pais precisam procurar ajuda, mesmo que o filho não aceite tratamento. Com orientação os pais podem adotar atitudes que facilitam o filho aceitar tratamento. Com a mudança de comportamento, é comum o filho que está usando drogas ceder. Ele só busca ajuda quando sente que perdeu tudo. Por isso é necessário acabar com toda forma de facilitação.

 

Se seu filho está usando drogas

Procure informações e, se possível ajuda especializada mesmo, antes de conversar com seu filho. Ele sempre terá um argumento para justificar o uso, além de minimizar o problema.

Não permita que seu filho fume maconha dentro de casa, a fim de manter o controle. Essa atitude, além de proibida por lei, não diminui os riscos.

Se o seu filho está arredio e não quer te escutar, procure alguém que ele respeite, como um parente ou amigo da família.

Leve-o para um psicólogo ou psiquiatra especializado. Além de mostrar que ele está prejudicando a própria vida, a terapia pode ajudar nas questões que o levaram a buscar a droga. É importante que o profissional tenha experiência na área.

Participe de grupos de ajuda mútua dirigidos para pais de dependentes químicos, ainda que seu filho não esteja em tratamento. Mudando seu comportamento é possível que seu filho decida se tratar.

Coloque limites em casa, como delegar tarefas, controlar o dinheiro e impor horários.

Enquanto o jovem tem tudo o que precisa, dificilmente sente-se estimulado a largar as drogas.

Seja firme, mas não agressivo. A definição do que é permitido e proibido pode ser de grande ajuda.

Lembre-se que, pagando dívidas que seu filho fez com traficantes, você pode estar dando início a um ciclo vicioso. Não deixe de procurar ajuda quando a situação envolver traficantes.

 

Como saber se seu filho usa drogas

  • raiva, agressividade, irritabilidade, gestos e linguagem obscenos e violentos
  • existência de cachimbos, grampos, canivetes ou colheres queimadas, papel de cigarro, sementes nos cinzeiros. Uso de desodorante ou incenso no quarto
  • falta de habilidade para lidar com situações estressantes. Desânimo na hora de resolver problemas
  • sumiço de dinheiro e de objetos de valor. Ganho ou perda anormal de dinheiro
  • conversas evasivas sobre novos amigos, telefonemas anônimos
  • pupilas dilatadas, uso freqüente de colírio e óculos escuros, mesmo sem necessidade.

 

Algumas causas que levam adolescentes e jovens experimentar drogas

  • curiosidade
  • pressão do grupo de amigos
  • busca de pertencimento ao grupo de amigos
  • fuga de problemas
  • desafio de autoridades
  • insegurança
  • desinformação
  • problemas emocionais
  • fácil acesso
  • vazio existencial
  • família disfuncional
  • falta de projeto de vida
  • busca de alívio para conflitos.

 

 “Os pais não são culpados pelo problema das drogas, mas podem tornar-se cúmplices dessa tragédia.”

 

Texto adaptado pela Coordenadoria de Orientação Educacional

http://www.cervin.org.br/preciso_ajuda.php

 

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