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Campus São Paulo sedia seminário sobre memória escolar

Publicado: Terça, 11 de Dezembro de 2018, 16h11 | Última atualização em Terça, 09 de Abril de 2019, 15h14

Evento discutiu gestão de arquivos em instituições de ensino

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Aconteceu nos dias 3 e 4 de dezembro, no Auditório Aldo Ivo do campus São Paulo, o I Seminário “Arquivo e Memória Escolar” (SAME_2018), promovido pela Associação de Arquivistas de São Paulo (ARQ-SP) em parceria com o campus São Paulo, por meio da Coordenadoria de Documentação e Memória (CDM).

Com objetivo de incentivar a preservação da história das instituições de ensino por meio de seus arquivos e centros de memória, o evento recebeu estudantes, arquivistas e demais profissionais da área para uma oficina e discussões durante o seminário.

Segundo o diretor-geral do campus, Luis Cláudio de Matos Lima Júnior, o evento se destaca pela importância de se discutir e estudar a nossa história. “Sem a história da educação, a nossa história, não podemos saber para onde vamos”, afirmou Luis Cláudio. “É importante que saibamos que tudo que construído até hoje teve uma história, não surgiu do nada, foi feito por pessoas que se deram, se sacrificaram para chegarmos onde estamos”, disse o diretor.

No primeiro dia, foi realizada a oficina “Implantação de centros de memória escolar”, ministrada pela professora Ana Maria de Almeida Camargo, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). No segundo dia, o Seminário “Arquivo e Memória Escolar” foi composto por uma conferência e três mesas temáticas sobre a gestão, sistemas e os desafios dos arquivos escolares.

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Em relação ao campus São Paulo, a coordenadora da CDM/Campus São Paulo, Alba Fernanda Oliveira Brito, afirma que a atuação do setor de arquivo da instituição, está em três frentes: Gestão Documental (documentos antigos, da época da Escola de Artífices, Escola Técnica, Cefet e, depois, Instituto Federal); Pesquisa Acadêmica (a instituição é um local de fontes sobre a educação profissional); e História e Memória da instituição (contar o que foi produzido internamente, acervo de artefatos e objetos desde 1909). “A CDM tem um trabalho grande no futuro, e no presente, de colher esse material e fazer toda a gestão do material para que fique de acesso ao público, não somente a sociedade em geral, mas também, em especial, à pesquisa acadêmica”, disse Alba Brito.

A presidente da ARQ-SP, Ana Célia Navarro de Andrade, afirma que existe uma demanda das escolas para projetos de organização de arquivos e criação de centros de memória escolar. “Este evento também é para conscientizar as escolas que ainda não fazem a preservação de sua memória e compartilhar as experiências das outras que o fazem”, disse Ana Célia. Ela relata que é pequena a discussão dessa temática em congressos de arquivologia. “Isso ocorre porque falta verba e estrutura física para os arquivos públicos para se dedicar a essa documentação, e as escolas particulares acabam não se preocupando com essa área”, afirmou.

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