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APOIO CIENTÍFICO

Professor da área de Biologia é beneficiado com aditivo de recursos para projeto FAPESP em cogumelos silvestres

Publicado: Segunda, 19 de Abril de 2021, 14h43 | Última atualização em Segunda, 19 de Abril de 2021, 14h45

O professor doutor Nelson Menolli Júnior (subárea de Biologia – SAB, do Departamento de Ciências da Natureza a Matemática – DCM, do Câmpus São Paulo) obteve um aditivo em torno 140 mil reais em seu Auxílio à Pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp)*.

O projeto inicial, aprovado em 2019 e intitulado “Cogumelos da Mata Atlântica: diversidade e potencialidades de espécies comestíveis”, prevê o estudo dos cogumelos silvestres comestíveis da Mata Atlântica com potencial de cultivo comercial. A proposta que será executada até 2024 com financiamento da FAPESP inclui recursos no valor aproximado de 1 milhão de reais, incluindo aprox. 400 mil reais em moeda estrangeira para aquisição de material permanente importado e 170 mil reais para o financiamento de bolsas para estudantes de treinamento técnico e pós-graduação, além de recursos para serviços, infraestrutura, material de consumo e material permanente nacional.

De acordo com o professor Menolli, o Brasil é um país ainda pouco explorado quanto à diversidade de fungos que ocorrem em nossos ecossistemas, sendo a Mata Atlântica o domínio fitogeográfico que se tem o maior registro de espécies de fungos para o país, com 2.695 espécies incluindo 900 espécies de macrofungos silvestres, aqueles que ocorrem naturalmente em nossas matas e são conhecidos popularmente como cogumelos e orelha-de-pau. "Apesar da grande diversidade de macrofungos silvestres, o cultivo e a comercialização de cogumelos comestíveis no Brasil ainda estão restritos à utilização de isolados provenientes de países de clima temperado e limitados a poucas espécies", afirma o pesquisador. Nesse sentido, o projeto em desenvolvimento visa conhecer os cogumelos comestíveis e espécies relacionadas de ocorrência em áreas de Mata Atlântica e estudar suas potencialidades de cultivo. "A pesquisa sobre o potencial de cultivo de cogumelos silvestres pode contribuir para o conhecimento da diversidade de macrofungos no país e levar à descoberta de isolados com maior produtividade e melhor adaptados às condições locais", completou.

A aprovação do aditivo de recursos foi solicitado à Fapesp juntamente com o envio do relatório técnico-científico que incluiu o descritivo das atividades realizadas nos primeiros 18 meses do projeto. A solicitação do aditivo de recursos financeiros incluiu a requisição de dois equipamentos essenciais para as etapas dos estudos de viabilidade de cultivo dos cogumelos estudados: uma autoclave horizontal 254 litros e um sistema de ultrapurificador de água. "A solicitação do aditivo de recursos foi aprovada integralmente e o relatório foi positivamente avaliado e com indícios de que está ocorrendo nucleação de um novo grupo de pesquisa no IFSP", disse Menolli.

Colaboração institucional. O projeto é desenvolvido a partir da colaboração entre o IFSP e outras instituições nacionais e internacionais, como a Clark University (Worcester, MA, USA), por meio da colaboração do professor doutor David S. Hibbett; a Universidade de São Paulo (USP), por meio da colaboração com o professor Cassius V. Stevani, do Instituto de Química; a Universidade Estadual Paulista (Unesp, Câmpus de Dracena), por meio da colaboração com o professor doutor Diego Cunha Zied; e o Instituto de Botânica – IBt (Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo), por meio da colaboração de estudantes de pós-graduação do Núcleo de Pesquisa em Micologia e das pesquisadoras doutora Adriana de Mello Gugliotta e doutora Vera Maria Valle Vitali.

Graças ao financiamento Fapesp e à contrapartida institucional do IFSP, foi possível a estruturação do “IFungiLab”, que representa o primeiro laboratório do Câmpus São Paulo totalmente destinado à pesquisa na área de biologia e onde o projeto coordenado pelo professor Menolli passa a ser executado inteiramente.

Como ação de extensão e de divulgação científica dos resultados deste projeto e também de assuntos mais amplos relacionados ao estudo dos fungos, o professor Menolli coordena também o projeto “Dispersar: dispersando esporos e inoculando informação”, vinculado à Coordenadoria de Extensão (CEX) do Câmpus São Paulo e cuja principal ação durante a pandemia tem sido a manutenção do perfil @IFungiLab no Instagram. Para saber mais sobre os projetos desenvolvidos pelo professor e sua equipe, acompanhe no Instagram os perfis @IFungiLab e @cogumenolli.

*Esta pesquisa tem apoio da FAPESP, processo número #2018/15677-0.

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