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EXTENSÃO

Minicurso apresenta Urbanismo Africano e destaca a luta do NEABI nos ambientes acadêmicos

Publicado: Sexta, 12 de Agosto de 2022, 11h35 | Última atualização em Quinta, 18 de Agosto de 2022, 11h22

Entre os dias 11 e 15 de julho de 2022, foi realizado presencialmente no câmpus São Paulo do IFSP o minicurso intitulado "Urbanismo Africano: 6000 anos construindo cidades" com o professor doutor Henrique Cunha Júnior.

O evento de extensão foi aberto para o público interno e externo e obteve mais de 100 inscrições com perfis que variaram entre profissionais e estudantes das áreas de Arquitetura, Urbanismo, Geografia, Turismo, Engenharia Civil, Técnico em Edificações, profissionais da Educação e integrantes de movimentos sociais.

Imagem do curso aulas

O professor e pesquisador Cunha - titular da Universidade Federal do Ceará e atualmente professor visitante da Universidade Federal da Bahia - tem múltiplas formações. Graduou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade de São Paulo (1975), em Sociologia pela Universidade Estadual Paulista (1979), fez mestrado em História na Universidade de Nancy (França, 1981), doutorado em Engenharia Elétrica pelo Instituto Politécnico de Lorraine (1983), e pós-doutorado em Engenharia na Universidade Técnica de Berlim (1985). É livre-docente pela Universidade de São Paulo (1993), ativista do movimento negro brasileiro e pesquisador sobre as relações étnico-raciais, bairros negros e urbanismo africano, uma grande referência mundial.

Segundo a coordenadora do evento, professora Giselly Barros - líder do Grupo de Estudos e Pesquisas das Relações Étnico-raciais no Território, Arquitetura e Saneamento (GEPRETAS) e integrante do Núcleo de Estudos Afro-brasileiro e Indígena (NEABI), a realização deste evento no câmpus foi um grande passo na luta por uma educação antirracista e decolonial. "Ouvir o professor Cunha ao longo destes dias foi um enorme privilégio e um aprendizado imensurável. Os participantes eram de diversas instituições de ensino públicas e privadas, o que nos deixou ainda mais felizes pela grande repercussão e possíveis disseminações do aprendizado adquirido. Outro ponto a ser evidenciado é que mais de 50 pessoas conseguiram completar as 20 horas do minicurso, uma vitória".

Para os integrantes do coletivo Maria Punga - grupo de estudantes e egressos negros do curso de Arquitetura e Urbanismo do IFSP – desde a Matemática à Filosofia, as aulas do Professor Henrique revelaram as múltiplas e invisíveis facetas que contemplam o Urbanismo Africano. Tais abordagens nos levaram à reflexão e à desconstrução dos modos de pensar o fazer arquitetônico e urbanístico ensinados na universidade. Mais do que isso, as aulas configuraram-se como uma reconexão identitária e ancestral. Luiz Fernando Zucatelle - estudante de Gestão em Turismo, integrante do NEABI e GEPRETAS – afirma que “A presença, as histórias pessoais e a didática do professor Henrique no curso de Urbanismo Africano nos levou a rememorar as histórias negras e africanas, entendendo como elas nos influenciam até os dias de hoje.” O coletivo e o estudante citado participaram da organização do evento.

Imagem do curso integrantes último dia Imagem roda de conversas prof Cunha e NEABI horizontal

O conteúdo ofertado no minicurso ampliou o repertório acerca do urbanismo a partir de epistemologias contra hegemônicas, contribuindo com diversas áreas de conhecimento e cumprindo com a Lei 10.639/2003, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira em todos os níveis da educação.

Além do minicurso, no dia 14 de julho, no período vespertino, ocorreu uma roda de conversas com o professor Cunha intitulada: “A luta do NEABI nos ambientes acadêmicos.” Nesta, participaram membros e coordenadores do NEABI, professores e diretor do Departamento de Construção Civil do Câmpus São Paulo (DCC), além de inscritos no minicurso. Importante destacar que este evento memorável só foi possível graças ao apoio na organização e suporte do NEABI (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas do IFSP).

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